Do político e do Anticristo Uma reflexão a partir de Michel Henry
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Résumé
Michel Henry se encontra entre os mais instigantes filósofos dos últimos tempos em razão dos caminhos que abre para a reflexão sobre Deus, sobre o invisível e sobre a vida em sua dimensão espiritual, para além do biológica. Sendo assim, retomar os temas por ele abertos em sua fenomenologia da vida é de fundamental importância para o século XXI, um tempo mergulhado na morte acelerada e amplificada pela reemergência e pelo avanço das tentações totalitárias, em especial a do fascismo.
Henry tem a aguda percepção do grande perigo que as massas —regidas pelo princípio da maioria numérica nos regimes democráticos modernos— carregam consigo em termos de poder de destruição da liberdade e da igualdade e, portanto, da própria democracia. Contudo, ele constata esses riscos apontando para uma origem que está para além da sociologia, da psicologia de massas ou da teoria política — disciplinas cuja falência reside, como ele criticou, em sua subordinação ao universo galileano com seu desenraizamento da vida e abandono da dimensão ética. Este artigo pretende retomar, a partir do giro radical do seu pensamento fenomenológico em relação ao cristianismo, a sua abordagem dos temas da democracia, do fascismo e do Anticristo, como um caminho para a compreensão do fascismo como uma doença espiritual.
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